Regressar ao trabalho com mais foco

Antes da primeira reunião de equipa depois das férias, há um instante pequeno. Pode ser a mão na maçaneta da porta, ou o cursor parado sobre o botão de entrar numa chamada. A agenda já está aberta, o primeiro compromisso do dia está ali.

É fácil saltar esse instante e entrar já a pensar em tudo o que falta resolver. Mas é também aí que existe uma escolha, seja à porta da sala ou do outro lado do ecrã: decidir, antes de entrar, o que se quer levar para essa conversa.

O regresso não é só pessoal

Para quem lidera pessoas, essa escolha tem um peso extra. Há sempre uma agenda real a cumprir, ainda mais agora, com o regresso das férias e a aproximação do fecho do ano e da preparação de 2027. Isso não vai mudar, nem é isso que está em causa.

O que muda é a forma como se entra nessa agenda. Uma coisa é entrar em piloto automático, deixando que a agenda decida o estado emocional com que se chega a cada conversa. Outra é cumpri-la com mais consciência, gerindo a própria energia e a da equipa ao longo do caminho.

Essa diferença não fica só com quem lidera. É também aquilo que a equipa vai encontrar do outro lado, mesmo sem que nada seja dito.

Três perguntas antes de abrir a agenda

Antes de deixar que seja só o calendário a decidir o tom da semana, pode ajudar parar um momento e responder a três perguntas:

  • O que precisa mesmo da minha atenção esta semana, e o que pode esperar?

  • Como quero entrar nas primeiras conversas com a equipa?

  • Se pudesse escolher só uma prioridade para hoje, qual seria?

Não substituem o planeamento habitual, nem a agenda que já existe. Servem para o preceder, com um momento de escolha consciente antes de mergulhar na execução.

Foco como recurso partilhado

Quando quem lidera dá alguns minutos a estas perguntas, o efeito raramente fica só com essa pessoa. O ritmo com que entra na sala, o que escolhe dizer primeiro, tudo isso mostra à equipa o que merece atenção agora.

Foco não é fazer mais coisas ao mesmo tempo, nem fugir ao que há para fazer. É gerir com mais consciência a energia que se investe em cada coisa, tanto a de quem lidera como a de toda a equipa.

Se lideras uma equipa, estas três perguntas talvez mereçam um lugar antes da próxima reunião de regresso.

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